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Título: Fractura trocantérica. Do pormenor à catástrofe
Autor: Bento-Rodrigues, J
Figueiredo, A
Brandão, A
Santos, S
Fonseca, F
Palavras-chave: Fracturas da Anca
Data: 2013
Citação: XXXIII Congresso Nacional de Ortopedia e Traumatologia, Centro de Congressos do Algarve, Salgados, 31 Outubro a 2 Novembro 2013
Resumo: Caso Clínico: Apresenta-se um caso de uma doente de 93 anos, do sexo feminino, institucionalizada em Unidade de Cuidados Continuados (UCC), totalmente dependente, que sofreu queda da própria altura, da qual decorreu traumatismo da anca esquerda com dor importante às mobilizações passivas. Tinha como antecedentes enfarte agudo do miocárdio, hipertensão arterial, insuficiência renal crónica e diabetes mellitus tipo II e dislipidemia, medicada com clopidogrel, furosemida, hidroxizina, lisinopril, sinvastatina e omeprazol. Deu entrada no SU, onde realizou radiografias da bacia que confirmaram fractura trocantérica esquerda, cominutiva (classificaçãoo AO: 31-A2). Foi submetida a intervençãoo cirúrgica no próprio dia – encavilhamento anterógrado do fémur proximal com parafuso antirrotacional. Durante a cirurgia, o cirurgião considerou que o parafuso distal de bloqueio não apresentava presa importante e pediu parecer ao seu assistente (mais diferenciado) que considerou que estava adequado. A doente teve alta seis dias depois para a mesma UCC, voltando ao SU duas semanas mais tarde por apresentar o membro inferior esquerdo encurtado e em rotaçãoo externa. Fez Rx que revelou desmontagem distal do encavilhamento, com deslocação do parafuso de bloqueio e fractura cominutiva associada da diáfise do fémur. Ficou internada 27 dias por complicações médicas, altura em que foi submetida a cirurgia – extracção de material e encavilhamento longo proximal do fémur com parafuso anti-rotacional, tendo alta dois dias depois. Três dias após a alta, entrou no SU em peri-paragem, com hemorragia abundante no local da sutura, em acidose metabólica e hiperlactacidemia, com agravamento progressivo do quadro que culminou na morte da doente 12 horas mais tarde. Conclusões: É fundamental valorizar todos os pequenos passos de uma cirurgia, sendo preferível tomar mais tempo para alcançar uma fixaçãoo estável. Um doente idoso, polimedicado, acamado e institucionalizado é um doente de alto risco. A falha do “pormenor cirúrgico” pode ser catastrófica no idoso.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.4/1848
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