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Título: Uso de cúpula acetabular tripolar constritiva no tratamento de fratura do colo do fémur em doente com elevado risco de luxação protética.
Autor: Santos, S
Carvalho, M
Pinheiro, V
Caetano, M
Faísca, J
Judas, F
Palavras-chave: Artroplastia Total da Anca
Data: 2015
Citação: 35º Congresso Nacional de Ortopedia e Traumatologia - SPOT. 29-Out-2015 a 31-Out-2015. Centro de Congressos da Alfândega – Porto.
Resumo: Introdução A artroplastia da anca é o procedimento mais usado para o tratamento das fraturas traumáticas do colo do fémur com desvio. Todavia, nos idosos, nos doentes com alterações cognitivas/demência, com patologia neuromuscular, com atrofia muscular, entre outros, o risco de luxação protética é uma séria complicação, que importa prevenir. Para além de outros fatores, a via de abordagem e o tipo de artroplastia podem contribuir para minimizar o risco de luxação protética. Neste sentido, as cúpulas acetabulares tripolares constritivas, bem como outros tipos de reconstruções acetabulares, podem encontrar indicação. O objetivo deste poster é mostrar o tipo de endoprótese implantada para o tratamento de uma fratura do colo do fémur, num doente com elevado risco de luxação protética pós-operatória. Material e Métodos Trata-se de um doente do sexo masculino, com 67 anos de idade, que sofreu uma fratura do colo do fémur esquerdo, tipo III segundo a classificação de Gardner. O exame radiográfico mostrou, também, a existência de obliquidade pélvica, associada a displasia acetabular e coxartrose ipsilateral grau II/III segundo a classificação de Tönnis. Clinicamente, o doente apresentava rigidez do joelho esquerdo com deficit de extensão de 35º e pé esquerdo em equino fixo, sequelas de provável paralisia infantil; o seu perfil cognitivo era baixo, compatível com deficiência mental desde a infância, limitando a sua interacção sociofamiliar. Devido ao status osteoarticular e à atrofia muscular da anca e coxa, implantou-se uma prótese total da anca constritiva, por via posterior. A reconstrução acetabular consistiu na aplicação de um anel metálico de suporte acetabular aparafusado e cimentação de uma cúpula tripolar constritiva. No fémur, cimentou-se uma haste autobloqueante com um colo médio. Resultados Não foram registadas complicações no período pós-operatório. O doente mantém seguimento regular em consulta, apresentando-se assintomático, não tendo ocorrido luxação da prótese total da anca. Discussão Embora reconhecendo as complicações ligadas a este tipo de implantes, incluindo conflitos, dissociações e luxações intraprotéticas, as cúpulas tripolares constritivas e não constritivas (dupla mobilidade) têm sido usadas na cirurgia de revisão de instabilidades recorrentes de artroplastias da anca, em casos selecionados. Tanto quanto sabemos, não existem trabalhos publicados que suportem o uso de anéis de reconstrução acetabular e de cúpulas tripolares constritivas no tratamento de fraturas do colo do fémur com desvio, no contexto de uma artroplastia primária em anca displásica. Temos vindo a indicar este tipo de cúpulas em traumatologia, em doentes com grave demência, debilitados, com insuficiência muscular e, também, em casos extremos ASA III-IV, como alternativa à ressecção artroplástica, com incontornáveis benefícios para o doente. Conclusão A cúpula tripolar constritiva pode ser uma das soluções para o tratamento de fraturas do colo do fémur em doentes com elevado risco de luxação protética, relegando para segundo plano a questão da via de abordagem.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.4/1844
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